Portugal dominou a abertura do Campeonato do Mundo de 2026, no Uzbequistão, com Vilaça a conquistar o ouro. A Seleção Nacional fez história ao colocar quatro triatletas no “top 20”.
O hino nacional voltou a ouvir-se no topo do pódio de uma etapa do Campeonato do Mundo de Triatlo. Este sábado, em Samarcanda, no Uzbequistão, Vasco Vilaça sagrou-se vencedor da prova de abertura da temporada de 2026, confirmando o seu estatuto de elite mundial após o quinto lugar obtido nos Jogos Olímpicos de Paris.
Vilaça completou o percurso em 01:43.33 horas, gerindo a vantagem sobre os perseguidores mais diretos. O alemão Henry Graf garantiu a prata, a quatro segundos do português, enquanto o canadiano Charles Paquet fechou o pódio, a oito segundos do vencedor.
Esta vitória reveste-se de um simbolismo especial para o triatlo português. Com este resultado, Vilaça quebra um interregno de 14 anos sem triunfos lusos em etapas do Mundial. O último feito desta envergadura remontava a 2012, quando João Silva venceu em Yokohama (repetindo o ouro conquistado na mesma cidade japonesa em 2011).
Para além do ouro de Vilaça, a comitiva portuguesa demonstrou solidez coletiva na prova de Samarcanda. Portugal foi o único país a colocar quatro atletas entre os 20 primeiros classificados, um sinal claro da excelente forma da nova geração:
Ricardo Batista: O sexto classificado de Paris 2024 terminou num sólido 8.º lugar, a 35 segundos de Vilaça.
Miguel Tiago Silva: Alcançou a 12.ª posição, a 01.15 minutos do topo.
João Nuno Batista: Fechou o top 20, a 2.18 minutos do vencedor.
Maria Tomé em destaque na prova feminina
No setor feminino, as cores nacionais também estiveram em evidência. Maria Tomé garantiu o 12.º posto, um resultado de grande relevo que se traduz na sua segunda melhor marca de sempre em provas do Campeonato do Mundo, reforçando a tendência de crescimento do triatlo feminino português a nível internacional.
Imagem: Fed. Portuguesa de Triatlo












